quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

A Força da Amizade


Numa aldeia iraquiana, um orfanato dirigido por um grupo de religiosos foi atingido por um bombardeio. Os missinonários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram em pior estado. Foi necessário chamar a ajuda por um rádio, e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao loca. Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido ao traumatismo e a perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após vários testes rápidos, puderm perceber que ninguem ali possuia o tipo de sangue necessario. Reuniram as crianças e entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentaram explicar o que estava acontecendo e que precisariam d um voluntário para doar sangue. Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar timidamente. Era um menino chamado Muhlá. Ele foi preparados às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha queto e com o olhar no teto. Passado um momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O médico perguntou-lhe se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso e ininterrupto. Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermira eraquiana vinda de outra ala. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Muhlá. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi coversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do mnino foi se aliviando. Minutos depois ele estava novamente tranquilo. A enfermeira então explicou aos americanos:

" Ele pensou que ia morrer, não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer ".

O médico se aproximou dele, e com a ajuda da enfermeira, perguntou ao menino:

" Mas, se era assim que vc pensava, por que então você se ofereceu a doar seu sangue para ela?"

E o menino reponder simplesmente:

" ELA É MINHA AMIGA ! "

Nenhum comentário: